* 12° ENLIHPE – Como foi o evento…

E atendendo aos seus propósitos, o 12° ENLIHPE se realizou.

A matéria a seguir, de autoria de Jáder Sampaio em seu blog espiritismocomentado.blogspot.com.br, nos fala do evento e dos trabalhos apresentados.

 

 

Mesa de encerramento do 12o. ENLIHPE: Da esquerda para direita – Raphael Vivacqua Carneiro (FEES), Jáder Cabral (UEM), Paulo Mourinha (FEP), Marco Milani (LIHPE), Júlia Nezu (USE-SP), Pedro Nakano (CCDPE-ECM) e Eurípedes (FEEGO)

Chegamos ao final do 12o. ENLIHPE que teve por tema Mediunidade: História e Pesquisa.

O sábado pela manhã foi ocupado com uma mesa de estudos sobre história da mediunidade, que trataram das pesquisas anteriores e contemporâneas a Allan Kardec (Marcelo Gulão), do próprio trabalho de Kardec (Jaqueline), da vida de um interessante luso-brasileiro, Batuíra (Fausto) e do emprego de métodos de história oral como fontes históricas, assim como das principais escolas de pensamento histórico (Adolfo).

A tarde iniciou-se com uma entrevista gravada com o médium Fernando Ben, que falou de suas faculdades e orientações (Marco Milani), das pesquisas do Instituto Windbridge, nos Estados Unidos, hoje (Jáder Sampaio) e de uma revisão de pesquisas psicológicas e fisiológicas com médiuns, um paralelo com doutrinas orientais (Yoga, principalmente) e as teorias explicativas contemporâneas em curso (Adilson Assis)

A tarde encerrou-se com o lançamento dos livros: “Novos estudos sobre a reencarnação”, organizado pela coordenação do ENLIHPE e “Os fantasmas e suas aparições”, traduzido por mim.

Da esquerda para a direita: acima – Adilson Assis, Pedro Nakano, Marcelo Gulão e Marco Milani. Abaixo – Alexandre Rocha, Jáder Sampaio e Júlia Nezu

O domingo começou com a reunião administrativa da LIHPE, que teve por resultados a ampliação da comissão organizadora, com a inclusão de Gilmar Trivelato, Marcelo Gulão e Alexandre Ramos de Albuquerque. A coordenação geral ficou a encargo de Marco Milani até o próximo encontro nacional e o tema do próximo encontro será “Preces e curas espirituais”.

Quatro núcleos regionais da LIHPE iniciarão reuniões: em Lisboa – Portugal, tendo como articulador o Dr. Paulo Mourinha, em Vitória, no Espírito Santo, tendo como articulador o Raphael Vivacqua Carneiro, em São Paulo, tendo como articuladores Marco Milani, Júlia Nezu e Pedro Nakano, e finalmente em Belo Horizonte – MG, tendo como articuladores Jáder Sampaio e Jáder Cabral.

Uma comissão irá pensar o marketing do encontro, composta por Pedro Nakano, Sílvio e Romeu.

Gilmar Trivelato irá compor uma equipe de apoio em metodologia de pesquisa, para auxílio dos interessados em apresentar trabalhos ou realizar estudos.

Ada May, Jáder Sampaio e Alexandre Rocha
Após a reunião administrativa, o ENLIHPE recebeu a visita de Adriano Marques, o mochileiro, jornalista responsável pelo programa Roteiro, da Rádio Boa Nova. Em breve teremos o resultado das entrevistas que ele fez com diversos participantes do encontro.

A primeira mesa do domingo teve como convidados Ada May, que veio lançar seu livro A Terra da Promessa e ainda nos falou sobre o livro O Cético. Alexandre Rocha, do Instituto Lachâtre, deu notícias de dois autores franceses que tiveram alguns de seus livros traduzidos para o nosso idioma pela editora: François Gaudin (pesquisador da vida de Maurice Lachâtre, e que agora está pesquisando Rivail) e Jean Prieur, de 102 anos, que teve seu livro “Allan Kardec e sua época” e “Hitler, médium das trevas” traduzidos no último biênio.

A última sequência de exposições foi composta pelo jovem Antônio Marcos, que fez uma revisão extensa de estudos sobre mediunidade, Guilherme Velho, que falou da mediunidade de Fernando Ben e mostrou resultados de Transcomunicação Instrumental e do Dr. Paulo Mourinha, que nos apresentou uma síntese da história do espiritismo em Portugal.

O evento foi bastante dinâmico e atraiu pessoas de diversos estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás. A USE-SP nos recebeu em seu auditório no bairro paulistano de Santana e a comissão organizadora não poupou esforços para acolher e alimentar bem os participantes.

Foram muitos os encontros e conversas, muitas pessoas que antes eram apenas um nome na tela de computador e que se aproximaram, conheceram, “trocaram figurinhas”. O 12o. ENLIHPE tem tudo para gerar um belo livro sobre mediunidade em 2017, mas agora iremos redobrar esforços para divulgar o recém lançado “Novos estudos sobre a reencarnação”.

Faltou um destaque maior para apresentação da obra da homenageada, a médium Yvonne A. Pereira, que não apenas foi médium romancista de renome nacional, como produziu um imenso material de reflexão teórica sobre a mediunidade em seus livros “Recordações da Mediunidade”, “Devassando o invisível”, “Memórias de um suicida” e todos os artigos que publicou na revista Reformador com o pseudônimo Frederico Francisco (em homenagem a Chopin).

 

ALEXANDRE ROCHA FALA DE AUTORES FRANCESES DO ESPIRITISMO NO 12o.ENLIHPE

Dois franceses tiveram seus trabalhos recentemente traduzidos para a língua portuguesa nos últimos anos, quando já se pensava que a produção intelectual sobre o espiritismo fosse exclusividade de autores brasileiros.

François Gaudin é um professor da Universidade de Rouen, que dedicou as duas últimas décadas ao estudo de Maurice Lachâtre, inicialmente como lexicógrafo, mas posteriormente como divulgador do espiritismo. Eu encontrei pelo menos nove itens de produção (tese, artigos, comunicações em eventos, etc.) em seu currículo.

Jean Prieur já tem um perfil diferente. Francês de Lille, nascido em 1914, continua conosco aos quase 102 anos. Da área das letras, foi professor de francês e latim, com formação em literatura francesa  e em estudos latinos.

Em português, Prieur teve traduzido o seu “Allan Kardec e sua época”, que é um delicioso passeio pela pela França da época de Kardec, pela vida do fundador do espiritismo e pelas pessoas mais próximas a ele, como Amelie Gabrielle Boudet, Mme. Rivail. Gaudin, por sua vez, teve uma instigante biografia de Maurice Lachâtre publicada no livro “O espiritismo: uma nova filosofia.”

Alexandre Rocha, editor da Lachâtre, foi conhece-los na França pessoalmente, e vai falar um pouco destas duas personalidades curiosas e laboriosas para os participantes do 12º. ENLIHPE, no domingo próximo.

 

 

A TERRA DA PROMESSA:  LIVRO LANÇADO NO 12o. ENLIHPE

Ada May esteve na manhã de domingo do 12o. ENLIHPE para lançar seu novo livro: A Terra da Promessa

Resumo da história:

“O francês Charles Lantier, médico recém-formado, graças a seu excepcional desempenho acadêmico, tem a honra de ser admitido como assistente do renomado pesquisador dos chamados fenômenos psíquicos, Albert de Rochas.

Debaixo dessa extremada orientação, o jovem Charles seguirá aprendendo as técnicas da ciência da magnetização e tomará parte em experiências inovadoras, até que um súbito revés do destino o colocará diante de uma grave ameaça que o transformará num pária, obrigado a fugir de seu mundo na calada da noite, abandonando tudo e todos.

Será graças a esse terrível revés que Charles irá aportar em terras brasileiras, onde apesar de todas as adversidades, terá que recomeçar humildemente. Porém, a providência divina tratará de ajudar esse médico e magnetizador idealista, ao colocar em seu caminho um personagem luminoso, o médico e grande filantropo, Adolfo Bezerra de Menezes.

A ‘Terra da promessa’ narra a história dessas pessoas, que com seu trabalho e abnegação, fizeram com que a luz da espiritualidade maior chegasse ao coração de uma multidão de sofredores do corpo e da alma que cruzaram seu caminho.”

O contexto da história, enviado pela editora.

“Ao final do século 19 o mundo se transformava rapidamente, atravessando uma fase de franca ebulição no panorama político-social, porém, a transformação se tornava ainda mais evidente na área do conhecimento científico. Pesquisadores, médicos e cientistas de várias nações tentavam dissecar e compreender o maior de todos os desafios: a mente humana. Nesse período a ciência viu-se dividida entre os pesquisadores que aceitavam a condição espiritual do homem, contra os que tinham uma visão puramente materialista. Retomando acirradamente um antigo embate, a ciência dita ‘moderna’ tentava a todo custo desvencilhar-se das ancestrais amarras morais ditadas pelas religiões.

Por muito tempo renomados cientistas, alguns dedicados exclusivamente à magnetização, como Mesmer, o barão du Potet, o marquês de Puységur, Charles Lafontaine, François Deleuze, Alphonse Bouvier, Albert de Rochas, Lombroso, Charles Richet e tantos outros, estudaram os fenômenos mediúnicos que a ciência não conseguia explicar satisfatoriamente.  Esses homens dedicaram suas vidas a dissecar e explicitar os fenômenos mediúnicos, cujas teorias os levaram à conclusão de que o ser humano não poderia ser separado de sua porção espiritual enquanto vivesse e que, mesmo após sua morte, essa porção espiritual se manteria viva e ativa como as renitentes pesquisas tantas e tantas vezes comprovaram. Foram impressos quilômetros de linhas na tentativa de fazer valer a visão científica de que a mente humana não se extingue com a morte física do cérebro, justamente porque está atrelada à porção espiritual do indivíduo, que se conserva mesmo após a morte.

A “Terra da promessa” é uma ficção baseada em fatos históricos, cuja extensa pesquisa pretende homenagear os dedicados cientistas e pesquisadores que, imbuídos de corajoso espírito científico, desbravaram os mistérios da mente humana, para provar peremptoriamente que os fenômenos mediúnicos que observaram eram reais e que foram submetidos a paciente observação e experimentação que os comprovou acima de qualquer suspeita.

Assim sendo, é graças também ao exaustivo trabalho realizado por esses homens devotados que a ciência atual pôde finalmente retomar a estrada do aprendizado luminoso que, ao vencer grandes preconceitos, realinha-se com a nova etapa evolutiva pretendida para esse milênio, que reconhece o homem como ser espiritual, pré-existente e sobrevivente à realidade puramente material do indivíduo.”

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Além de lançar o livro, Ada May conversou sobre ele, respondeu a perguntas e respostas, e o autografou para os interessados. Um momento precioso para o 12o. ENLIHPE.

 

ANTÔNIO MARCOS DE OLIVEIRA:


Uma de nossas boas surpresas do ENLIHPE deste ano foi o acadêmico do primeiro ano do curso de medicina da Universidade Federal de Alfenas: Antônio Marcos de Oliveira.

Antônio apresentou o trabalho: “A mediunidade alegada por muitas pessoas é uma evidência de relação mente-corpo alternativa”?

Trabalhos como o de Antônio mostram que não é exigido que as pessoas tenham títulos de mestrado ou doutorado para aprovar artigos nos ENLIHPEs.

Antônio é espírita e frequenta o Grupo de Auxílio Fraterno Amélia Zambelli, de Presidente Prudente – SP.

 

FAUSTO HENRIQUE GOMES NOGUEIRA:

O Dr. Fausto Henrique Gomes Nogueira, é historiador, mestre e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo. Sua tese de doutoramento intitula-se “Os espíritos assombram a metrópole: sociabilidades espiritualistas (espírita e esotérica) em São Paulo na primeira república”. A tese pode ser acessada no Banco de Teses e Dissertações da USP, no link abaixo:

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-11032016-160523/pt-br.php

Fausto é professor efetivo de história no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. Estudou as primeiras associações e periódicos espíritas produzidos em São Paulo.

Espírita desde a adolescência, atuo no Centro Espírita Bezerra de Menezes, no bairro da Penha.

No 12o. ENLIHPE teve aprovado o trabalho: “Batuíra: espiritismo, livre-pensamento e anticlericalismo”

 

JAQUELINE P. V. SILVA

Jaqueline é aluna do Mestrado em História da Universidade Federal de Uberlândia, no qual está desenvolvendo a dissertação: “O primeiro colégio espírita do Brasil: história, memórias, metodologia de ensino e aprendizagem”. Graduada em história (UFU), é também graduanda em pedagogia (UFU) e especialista em supervisão e inspeção escolar (UNIASSELVI)

Ela já apresentou trabalhos baseados em sua pesquisa em três eventos da área de história e esteve conosco no 11o. ENLIHPE, ano passado.

Este ano ela apresentou o trabalho “Origens: espiritismo, mediunidade e a sistematização de Allan Kardec nas obras O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns”

 

PAULO MOURINHA (PORTUGAL)

Paulo Mourinha

O Dr. Paulo Mourinha, português, está na LIHPE há muitos anos, mercê de um intercâmbio-amizade com Eduardo Carvalho Monteiro, que conheceu no Grupo Espírita Batuíra. Com Eduardo fez uma parceria no livro “Chico Xavier e Isabel, Rainha Santa de Portugal. Ano passado nos aproximamos mais, em função dos trabalhos do Primeiro Encontro França Brasil, através de um dos coordenadores que esteve na Europa acertando detalhes com o movimento espírita europeu.

Paulo enviou-nos o seu livro “Uma história Luso Brasileira”, publicado pela Federação Espírita Portuguesa. Nele, as biografias de espíritas portugueses que viveram no Brasil ou não, se multiplicam. Leão Pitta, por exemplo, que eu conhecia de um livro que narrava uma palestra para crianças, tem recuperada sua memória, que se cruza com a de Pedro de Camargo.

Cientes de que Paulo viria ao Brasil por época do 12º. ENLIHPE, para fazer uma viagem de estudos, fizemos o convite para fazer uma conferência e autografar seus livros, gentilmente enviados pela Federação Espírita Portuguesa.

Paulo é licenciado em medicina com graduação em homeopatia (Devonshire Medical School), pós-graduado em medicina tradicional chinesa (Universidade Pedro Choy – Lisboa), mestre em psicologia clínica (Instituto Superior de Psicologia Aplicada) e em antropologia (Universidade Nova de Lisboa) e doutor em neurociências (Universidade Nova de Lisboa).

Ligado ao movimento espírita, fez parte do Grupo Espírita Batuíra de Algés, Casa do Caminho de Lisboa, Centro de Cultura das Caldas da Rainha, entre outros. Membro-fundador da editora Verdade e Luz, sendo atualmente colaborador da Federação Espírita Portuguesa. Participa da comissão organizadora do 8o. Congresso Espírita Mundial, que acontecerá em Lisboa, no mês de outubro próximo.

Bela possibilidade de intercâmbio cultural e de conhecimento da história do espiritismo nas terras portuguesas .

 

MARCELO GULÃO PIMENTEL

Recebemos como conferencista no ENLIHPE, pela primeira vez, o Prof. Marcelo Gulão Pimentel, mas ele já nos conhece há mais tempo, uma vez que participou do 4º. ENLIHPE. Eu o conheci mais proximamente no Nupes-UFJF, organizando o evento de divulgação do livro “Diálogo com os céticos”, de Alfred Russel Wallace, traduzido por nós. Ele discutiu seu trabalho de mestrado, que já estava bem avançado e que gerou a dissertação: “O método de Allan Kardec  para investigação dos fenômenos mediúnicos (1854-1869)

http://www.academia.edu/8941192/O_M%C3%89TODO_DE_ALLAN_KARDEC_PARA_INVESTIGA%C3%87%C3%83O_DOS_FEN%C3%94MENOS_MEDI%C3%9ANICOS_1854-1869_M

Marcelo é historiador (UERJ), especialista em história moderna (UFF) e mestre em saúde (UFJF) na linha de pesquisa de história e filosofia das pesquisas em espiritualidade. Atualmente cursa doutorado no Programa de Pós Graduação em História Política (UERJ). Tem apresentado trabalhos em diversos eventos organizados por instituições  ligadas à história, como a Associação Nacional de Pós-Graduação em História (ANPUH) e a Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR).

Tive a satisfação de coordenar a mesa composta pelo Prof. Marcelo e pelo Dr. Alexander Moreira-Almeida no I Encontro França-Brasil de Cultura e Pesquisa Espírita, na UERJ, em 2015, quando ele apresentou um trabalho baseado no tema central de sua dissertação.

 

 ADOLFO DE MENDONÇA FILHO

Encontrei Adolfo, pela primeira vez, no 4o. ENLIHPE, apresentando o trabalho “José Marques Garcia: Pioneiro da História do Espiritismo em Franca”, que foi publicado no livro “Pesquisas sobre o espiritismo no Brasil”. Ele, contudo, é dos poucos membros da LIHPE ainda ativos que participou do 1o. ENLIHPE em Goiânia, paralelo ao Congresso Espírita Brasileiro, em 1999.

O Prof. Adolfo é historiador pela Unesp, com especialização pela UNIFRAN.

Em 2012, no 8o. ENLIHPE apresentou o trabalho “Ciência espírita:objetos, limites e método de pesquisa. No ano passado ele apresentou o tema “Allan Kardec, a ciência e o racismo”. https://www.youtube.com/watch?v=MQo-ciccr7M

Adolfo tem apresentado trabalhos na Associação Brasileira de História Oral, onde trata da temática espírita. Dois deles podem ser lidos em:

http://www.encontro2010.historiaoral.org.br/resources/anais/2/1270781165_ARQUIVO_Semelhancasediferencasentrealgumasreligioesmediunicas.pdf


http://each.uspnet.usp.br/gephom/encontroregional2011/Anais_IX_ERSHO.pdf

Adolfo trabalha como professor de história e é ligado ao movimento espírita, tendo ocupado o cargo de diretor na USE-SP e na federativa local.

 

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